Jackson Andrade
Presságio
Era
uma noite tranquila e estávamos em volta da fogueira. Todos estavam rindo, e
Carlos decide contar histórias de terror. Por medo, tentei contar piadas, mas
me ignoraram e pediram para Carlos começar sua história. Assim ele começou;
―
Em uma floresta, como esta, existia um grupo de amigos que sempre estavam em
busca de aventuras. Todos brincavam, na maior folia, quando de repente, escutam
um barulho de galhos estralando. O roído se aproximava. Todos se apavoraram e
correram para o trailer. Minutos depois surge, por entre as folhas, um gambá, e
todos começam a rir. Após esse episódio eles sentem um cheiro mais forte que o
gambá. O grupo decide então seguir o odor. Mas antes, eles se dirigiram até os
carros e pegaram algumas armas, alguns eram filhos de militares. Eles se
movimentavam cautelosamente. Chegaram à fonte de todo mau cheiro e se deparam
com uma caminhoneta repleta de restos de animais. De repente surge um homem
carregando uma pá e uma espingarda. Foi aí que pensaram; é um caçador. Decidiram voltar para o acampamento. Porém um
deles entendeu que aquele homem era suspeito.
No
momento em que Carlos explicava eu decidi atrapalhar.
―
Galera, vocês estão sentindo esse cheiro?
Ninguém
deu atenção às minhas palavras e Carlos continuou.
―
Onde parei? ― Disse ele. Já sei...Um dos integrantes decidiu voltar para
averiguar o que realmente aquele cara fazia. Ao chegar ao local, viu que o
homem já havia ido embora. Mas ele não se conformou e foi buscar detalhes mais
apurados. Ele viu um colar aparentando ser de mulher. Andou mais um pouco, e na
frente viu um braço. Mais adiante uma perna. Naquele momento o rapaz ficou
espantado e saiu correndo de encontro aos amigos. Apavorado não conseguia
explicar a situação. Por fim consegue.
O
líder do grupo tentou ligar para seu pai, que era militar, porém não obteve
êxito. O celular estava sem sinal. Todos decidiram voltar ao local para tentar
falar com o homem da caminhonete. Chegando lá, eles começam a sentir arrepios e
presenças sobrenaturais. No chão se encontrava desenhos bizarros e palavras em
latim. Sem dúvidas ali foi palco de um ritual. O líder do grupo, ao tocar nos
objetos usados para o ritual, começa se debater. Todos tentam ajudar, mas não
tinha jeito, seus olhos se reviravam. Sua voz passou de aguda à grave
repentinamente. Ele falava coisas em latim. Xavier, mais novo do grupo,
entendia um pouco de latim e traduziu.
―
Vocês não escaparão das minhas garras!
Todos
começaram a gritar e a rezar. A entidade falava vários outros idiomas para
tentar atrapalhar as orações. Scott, que era religioso, foi atingido pelas
palavras.
Quando
ele fala o nome de Scott, eu começo a rir e digo:
―
Não vai me dizer que os X men estão
com medo de uma entidade!?
Carlos
me olha com ódio na face e diz:
―
Por favor, não atrapalha!
Tenta
retomar.
―
Com o uivo do lobo, o líder do grupo com a entidade no corpo começa a levitar.
Nesse momento Xavier segura nos pés do líder e os demais o ajudam. Eis que o
líder e todos caem ao chão. O possuído começa a se debater e grita por socorro.
Parecia ter voltado ao normal. Ninguém mais estava lá para ajudá-los. Parecia ser
o fim de todos.
O
líder começa a levantar e com isso um odor muito forte o cerca como uma áurea
que se tornou visível diante de todos. O clima estava tenso. De repente os
braços do líder se transformam em duas lâminas e ele ataca os seus amigos. A
primeira a morrer foi a Jean.
―
Caramba, mais uma pessoa do X men! ― Fala a minha pessoa com sarcasmo.
Carlos
me olha e diz:
― Daqui a pouco você não rirá mais. ― E voltou
ao conto.
―
Quando ele a acertou, Wilson, o mais tagarela, disse:
―
Cara, ele parece o homem que aparece no filme dos X men! Aquele que futuramente seria chamado de Deadpool.
E assim o líder correu na direção do Wilson,
mas Wilson não estava de mãos vazias. Acertou o amigo com um tiro no ombro. De
uma maneira estranha ele conseguiu se regenerar e tirou a vida de Wilson; cortou
a cabeça do tagarela, arrancou-lhe a língua e a engoliu. Um por vez estava por
morrer, entretanto, o mais jovem, Xavier, começou a leitura de uma bíblia, em
latim.
O
líder se ajoelhou e começou a se contorcer. Foi então que Rafael pegou sua catana e cortou a cabeça do amigo. Todos
pensavam que ali seria o fim. De repente surge um cara misterioso, aquele que
estava na caminhonete, e diz que não era o fim. Segundo a lenda um sobrevivente
deveria oferecer uma parte do corpo e ser queimado junto com o corpo do
possuído. Xavier ofereceu o dedo mindinho, Rafael ofereceu-lhe um dedo do pé. Feito
isso, todos conseguiram notar uma presença saindo do corpo do amigo e dessa
forma a sua alma poderia descansar em paz.
FIM
Ao término do conto penso comigo mesmo, cara
isso não teve a menor emoção, visto que não estou com medo. Segundos após o meu
pensamento um de nossos amigos, Michael, decide buscar mais madeira para que a
fogueira não apagasse. Voltou correndo, aos gritos, afirmando ter visto algo
estranho. Já sabemos como vai terminar...