quinta-feira, 26 de maio de 2016

Rua das ilusões


Rua das ilusões

                                                                                    Jackson Andrade

Rua das ilusões é um lugar muito tranquilo. Por aqui temos vizinhos que prestam atenção nas vidas dos outros, coisas que em todo lugar tem. Aqui a pessoa tem várias opções de lazer, belas praias e belos clubes. Meu nome é Schott e tenho 34 anos, mas o que vou lhes contar são acontecimentos de quando eu tinha apenas 14 anos de idade. Lembro-me que era uma pessoa bastante comunicativa, até eu perder meu pai num acidente de carro. Estávamos a caminho do hotel, pois tínhamos tirados férias e o lugar escolhido foi Fortaleza. Era tarde da noite e estava chovendo e não vimos que tinha uma vaca na pista a acertamos em cheio e capotamos três vezes, meu pai foi arremessado para fora do carro, bateu a cabeça e faleceu no Local. Eu desmaiei e acordei dois dias após no hospital.
Depois desse episódio lamentoso me tornei uma pessoa que ocultava meus sentimentos, me exclui de todos. Meus amigos tentavam me ajudar e também fazer com que eu não me sentisse dessa forma, mas era inevitável. Entretanto, tinha uma menina chamada Maria Eduarda, ela era dois anos mais nova que eu. Ela é um pouco mais alta que eu, tem cabelos longos e preto com mechas amarelas, seus olhos são castanhos escuros, ela tem um corpo que parece que foi esculpido. Ela me fazia sentir muito especial. Porém, tinha momentos que ela me deixava de lado porque ela era muito popular e todos a queriam por perto. Eu sempre fui apaixonado por ela, contudo ela tinha a minha pessoa como amigo. Toda a nossa amizade começou quando eu vinha passando e ela vinha com as mãos cheias de livros, ela tropeçou numa pedra e foi de encontro ao chão. Então e a ajudei. Aproximei-me e falei:
- Opa, moça. Cuidado, posso de ajudar?
-Sim, por favor. Respondeu ela com uma olhar de envergonhada e ao mesmo tempo com ar de que nem precisava ter pedido para ajudar.
- Sou Schott. E você?
- Maria Eduarda. Prazer em te conhecer.
- O prazer foi todo meu. Mas você é nova na cidade, certo?
- Sim. Ela falou e sentiu-se surpresa por imaginar que ela era nova na cidade.
- Acho que deve tá se perguntando como adivinhei que era nova na cidade, certo?
- Não vou mentir que fiquei surpresa. – Deu uma ajeitada no cabelo e sorriu. - Você parece ser uma pessoa bem legal. É sempre assim?
- Só quando encontro pessoas especiais. – Pensei comigo, será que ela vai pensar que a chamei de “especial”. -Pois você é muito bonita e chamou muito a minha atenção.
- Obrigado por tudo, agora tenho que ir.
- A gente se ver.
-Até logo.
Depois desse primeiro encontro tivemos outros, não igual, mas sim divertido.  Estávamos com uma amizade de um mês, entretanto tínhamos uma conexão. A amizade estava tão forte que começamos a namorar. No começo foi muito legal, entretanto por ser uma pessoa muito complicado de se conviver terminamos com quase oito meses de namoro. Tentei por várias maneiras a ter de volta, mas parecia que ela estava decidida a seguir “carreira solo”. Porém, sempre fiquei por perto para que o nosso amor não fosse esquecido. Até uma dia que a vi saindo com um de seus amigos. A seguir de forma que ela não me viu. Chegando a um local mais isolado, ela o beijava intensamente. De imediato escorreu lágrimas dos meus olhos, fiz questão de passar por eles e falar. Ela toda sem jeito veio me pedir desculpas. Respondi que não precisava se dar ao luxo de tal façanha, pois ela já tinha feito o “delito”. Assim pensei porque estava com apenas três dias que estávamos terminados.
***
Passados dois meses após nosso termino já me sentia bem melhor. Comecei novas amizades e com isso costumávamos nos reunir para assistir filmes, entre eles, o que mais me chamou atenção foi Laranja Mecânica. Fiquei muito envolvido com a história e pensei em formar um grupo e seguir passos de Alex, personagem principal. Busquei ler contos de Edgar Allan Poe, li também o médico e o mostro de Robert Louis Stevenson. Estava fundamentado para poder aflorar tudo que estava oculto, a maldade.
Não poderia sair por ai sozinho fazer coisas que fossem contra a sociedade, eis que procuro aliados, tinha três colegas de sala que sofriam bulling, pareciam que as coisas estavam conspirando ao meu favor. Comecei a me aproximar deles seus nomes são Paulo, era uma pessoa atlético, porém tímido, seus cabelos eram curtos e castanhos, seus olhos também era castanhos e tinha uma altura média, não tão alto e nem tão baixo. O outro era Leonardo, ele era popular e bem divertido, contadas piadas e fazia com que todos ao seu redor se sentisse alegre, por esse motivo os outros meninos tinha inveja dele e procuravam meios de tirar a paciência dele. Ele se parecia um pouco com o Paulo. E o outro era Ferreira, bem amigos de todos, só que as vezes fazia com que algumas pessoas brincadeiras de mal gosto, gostava de fazer dublo sentidos, e a maioria não gostavam, de certa forma era um pouco constrangedor pelo o fato de toda hora ele queria brincar. Ele tinha a pele um pouco mais clara que a gente, era um pouco mais alto e mais forte, cabelos pretos e curto e olhos castanhos.
Pronto, agora já tinha o que precisava para formar a minha ”gang”. Assim como busquei informações para aflorar o meu lado bad, fiz para com eles, indiquei livros e filmes para que eles ficassem como eu. De certa forma me tornei o líder do grupo. Um mês se passou e estávamos quase pronto para sair por ai quebrando as regras. O que faltava era uma roupa especifica para que pudéssemos ficar marcados, marca registrada. Comecei a desenhar um modelo, a cor da roupa era creme, Pintamos ao redor do olho esquerdo de preto e o outro olho era coberto por uma máscara e a bota era preta.
Começamos com coisas simples, como por exemplo, desenhamos coisas engraçadas nas paredes, grafites e também colocávamos coisas que fosse diretamente contra a situação atual na política no Brasil, visto que, era uma vergonha o que acontecia, estavam contra a democracia. Estava fraca a nossa aventura, por sermos garotos da noite, precisávamos fazer coisas que correspondesse com anoite, algo sombrio. Eis que, avistamos um bêbado todo sujo, parecia que tinha acabado de sair de um pub. Aproximamos e o cercamos. Começamos a empurrá-lo de uma lado para outro, ele chorando pedia para parar, mas não foi atendido. O primeiro chute foi o meu, depois foi Paulo, o Leo acertou um soco na cara do elemento, eis que ele bate a cabeça no chão e desmaia. Roubamos o dinheiro dele saímos correndo. Antes disso peguei meu celular e liguei para a emergência. Minha ideia não era matar, mas apenas causar dor.
***
Depois de vários meses quebrando regras ficamos conhecido como os garotos das ilusões. Todo dia no jornal sai uma reportagem falando da gente. Era de certa forma engraçado, pois quando lia sentia o prazer aumentar. Quando chegou por volta das nove e meia da noite liguei para os parças, marcando mais um encontro. Estávamos na rua das ilusões e avistamos um casal. Acho que estavam fazendo algo mais sensual, pois o lugar era muito propício. Chegamos lentamente e Paulo agarrou a mulher tampando a boca dela, e Ferreira e Leo seguraram o rapaz. Então, acertei um golpe na barriga do cara. Falei para ele:
- E ai cara, belê?
- O que vocês querem?
- Queremos a sua mina, pois aqui não é lugar de fazer o que queria fazer.
-estávamos apenas nos beijando e isso não é da sua conta. -Respondeu o cara todo se tremendo e aflito.
- Você tem que saber tratar uma mulher. Só que agora vou usa-la em sua frente.
- Não faça isso, por favor. –Pedia o cara aos choros.
Então deitamos ela no chão e comecei a tirar a sua roupa, em seguida baixei a minha calça. Quando comecei a usa-la, ela começou a sangrar, era virgem. Bateu um arrependimento, entretanto continuei. Fiz o que quis com ela, depois foi a vez de Paulo e todos os outros. Ela chorava de dor e seu namorado também.  Depois dos atos, saímos em disparada. Em seguida, peguei meu celular e liguei para a polícia informando o que tinha acontecido. Passando apenas cinco minutos uma viatura chegou ao local que tivera acontecido. Porém estávamos escondido observando tudo. Depois disso decidir ir para casa, pois queria recuperar forças para o outro dia de aventura.
Ao chegar em casa recebo uma mensagem de Eduarda. Dizia assim;
Amor, estou bastante arrependida e quero ter comigo outra vez... faço tudo que você quiser para te ter nos meus braços novamente...
Comecei a rir, então peguei o celular e disse:
Não me faças rir... Você quer somente brincar com meus sentimentos...
Não demorou muito e recebo outra mensagem que falava:
Venha me ver, vou te esperar na rua das ilusões.
Achei um pouco esquisito ela me ver logo onde estavas acontecendo a quebra de regras. De imediato liguei para os parças. E fomos para o local. Ao chegar lá ela realmente estava à minha espera. Pedi para os parças a cercarem e ela começou a gritar. Seguraram ela pelo o braço e a deitaram ela no chão. Então, Paulo foi querer molesta-la. Ela pensou que era eu que estava fazendo aquilo e falou:
- Não acredito que é você.
- Você quem?
- Ora não se faça de doido, sei que é você Schott.
- Eu não sou esse tal de Schott.
Em seguida eu venho correndo e acerto Paulo pelas costas, derrubo Leo com o soco e Ferreira me acerta com uma pesada. Falei para ela sair correndo e ligar para a polícia. E assim ela fez. Assim que ela saiu de vista, nós começamos a rir e fomos para um pub. Liguei para ela e disse que estava indo para casa e ela disse que me procurou mas não me encontrou e já estavas indo a casa dela. Ela me agradeceu por ter salvado ela.
Ficou provado que ela não sabia que eu estava envolvido com os atos. Então, poderia seguir despreocupado, fazendo com que eu sentisse prazer em ser ruim, uma espécie de Breaking bad, indo contra o que antes era “bonzinho” e se tornar “mal”. Fizemos várias coisas perigosas e estávamos desafiando a lei. No entanto, já estava ficando “sem graça” e decidir abandonar o grupo, os parças ainda queriam continuar e assim eu segui o meu caminho. Mas pelo o que deu para perceber meus amigos não gostaram nenhum pouco, pois ele sabiam que eu estava desistindo porque queria Eduarda nos meus braços novamente.
***

Muitos anos se passaram depois que me afastei dos parças, apenas notícias nos noticiários e para muitos eles eram encarados como exemplos de irem contra o sistema, mas por outro lado, os crimes faziam com que o momento “héroi”, revolucionário e espirito de vingança pela democracia fossem apagados.
Comecei a ter contato a mais com Eduarda e estávamos quase voltando ao que éramos, no entanto, algo dentro de mim fazia com que eu não fosse como era antes. Assim de certa forma, eu tinha atitudes que não eram correspondentes com o momento. Isso é características de pessoas complicadas. Dessa forma, tive muito contato no celular e dessa forma marquei um encontro com uma garota que nem se quer a conhecia, éramos amigos no facebook. Não existe essa de crime perfeito, visto que, de certa forma Eduarda descobriu e me seguiu até consumar o ato, para pegar em flagrante, assim como o tinha feito.
Uma vez parte dos parças nunca mais se esquece de viver uma vida sem se preocupar com regras. Decidir voltar a fazer parte de onde realmente era eu lugar. Pois o que mais gosto é causar dor e sentir prazer com essas atitudes.  Não demorou muito e tivemos a festa do reencontro e dessa maneira estava de novo inserido aos parças.
Agora estava na maior idade e nesse pensamento deveria ter mais cuidado para não ser pego, mas eu não me importava com o perigo, pois a adrenalina era o que me movimentava. Já não tinha mais informações sobre Eduarda, pois depois do termino ela tinha partido para um rumo não informado, apenas sumiu. Agora o que importa é o momentos, apensar da minha pessoa preferiu explicar fatos do passado.
Estava uma noite fria e entretanto o que sempre fazíamos causavam um calor intenso, eis que saímos para nos divertimos, dessa vez tinhas avistado a filha de um policial, ela tem cabelos longos e dourados, olhos claros, uma cintura de dar inveja a muitas modelos conhecidas. Morávamos no mesmo bairro, sempre pensei que tinha chance, mas pelo o contrário ela tinha me humilhado na frente de todos. Então, decidir fazer com que ela pagasse e sofresse assim como eu sofri.
Sabia de todos os horários dela e também das coisas que ela gostava de fazer. Com o plano em mente chamei os parças  e assim fomos a missão. O lugar que ela costumas ir era no Society, próximo à rua das ilusões. Um lugar que gostávamos de fazer as nossas performances. Era por volta das nove e meia e ela tinha acabado de finalizar a sua atividade física, uma partida de handball, As suas amigas a deixaram sozinha porque elas tinham batido boca durante as partidas.  Foi nesse momento que aproveitamos e a cercamos e espantamos para o lugar planejado. Ela começou a gritar e com isso Paulo o agarra por trás e tampa a boca dela. Leo segura as pernas dela e então a deitaram no chão, depois disso tirei o seu short e comecei a beija-la. Ela estava no ponto para ação e assim se concretizou. Ela estava “finalizada” de todas as formas possíveis e para o nosso azar passa uma viatura da polícia, era o pai dela.
-Ei, vocês ai! Soltem essa garota!
- Corre galera, os omi chegou!
- Papai, papai, sou eu, sua adorável filha. – Dizia ela aos prantos.
Depois dessa fala o policial saca sua arma começa a tirar para matar, pois estava desolado por aquela garota ser sua adorável filha. Fui acertado com dois tiros, um no meu braço esquerdo e outro na perna. Meus amigos fugiram e por sorte na hora que o policial ia me finalizar faltou munição. A garota pede para que o pai não fazer nada comigo, apesar do que eu acabara de fazer com ela. Para minha surpresa e do pai dela, ela disse que tinha se apaixonado por mim. O pai indignado com o que acabara de ouvir somente me prende e ainda me leva para o hospital.
Dias atuais, hoje estou casado com ela, seu nome é Carla e temos dois filhos, um casal, Carlos e Mirelly. O pai de Carla pediu para eu entrar na faculdade de direito e assim fiz, passei em terceiro lugar e hoje sigo carreira militar, lutando contra as coisas que fazia, pois já era experiente no assunto e assim poderia livrar as jovens donzelas dos perigos e também nas estratégias, pois sei como um “psicopata” pensa. E sobre os parças, nunca mais tive notícias.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Presságio

                                          Jackson Andrade

Presságio

Era uma noite tranquila e estávamos em volta da fogueira. Todos estavam rindo, e Carlos decide contar histórias de terror. Por medo, tentei contar piadas, mas me ignoraram e pediram para Carlos começar sua história. Assim ele começou;
― Em uma floresta, como esta, existia um grupo de amigos que sempre estavam em busca de aventuras. Todos brincavam, na maior folia, quando de repente, escutam um barulho de galhos estralando. O roído se aproximava. Todos se apavoraram e correram para o trailer. Minutos depois surge, por entre as folhas, um gambá, e todos começam a rir. Após esse episódio eles sentem um cheiro mais forte que o gambá. O grupo decide então seguir o odor. Mas antes, eles se dirigiram até os carros e pegaram algumas armas, alguns eram filhos de militares. Eles se movimentavam cautelosamente. Chegaram à fonte de todo mau cheiro e se deparam com uma caminhoneta repleta de restos de animais. De repente surge um homem carregando uma pá e uma espingarda. Foi aí que pensaram; é um caçador.  Decidiram voltar para o acampamento. Porém um deles entendeu que aquele homem era suspeito.
No momento em que Carlos explicava eu decidi atrapalhar.
― Galera, vocês estão sentindo esse cheiro?
Ninguém deu atenção às minhas palavras e Carlos continuou.
― Onde parei? ― Disse ele. Já sei...Um dos integrantes decidiu voltar para averiguar o que realmente aquele cara fazia. Ao chegar ao local, viu que o homem já havia ido embora. Mas ele não se conformou e foi buscar detalhes mais apurados. Ele viu um colar aparentando ser de mulher. Andou mais um pouco, e na frente viu um braço. Mais adiante uma perna. Naquele momento o rapaz ficou espantado e saiu correndo de encontro aos amigos. Apavorado não conseguia explicar a situação. Por fim consegue.
O líder do grupo tentou ligar para seu pai, que era militar, porém não obteve êxito. O celular estava sem sinal. Todos decidiram voltar ao local para tentar falar com o homem da caminhonete. Chegando lá, eles começam a sentir arrepios e presenças sobrenaturais. No chão se encontrava desenhos bizarros e palavras em latim. Sem dúvidas ali foi palco de um ritual. O líder do grupo, ao tocar nos objetos usados para o ritual, começa se debater. Todos tentam ajudar, mas não tinha jeito, seus olhos se reviravam. Sua voz passou de aguda à grave repentinamente. Ele falava coisas em latim. Xavier, mais novo do grupo, entendia um pouco de latim e traduziu.
― Vocês não escaparão das minhas garras!
Todos começaram a gritar e a rezar. A entidade falava vários outros idiomas para tentar atrapalhar as orações. Scott, que era religioso, foi atingido pelas palavras.
Quando ele fala o nome de Scott, eu começo a rir e digo:
― Não vai me dizer que os X men estão com medo de uma entidade!?
Carlos me olha com ódio na face e diz:
― Por favor, não atrapalha!
Tenta retomar.
― Com o uivo do lobo, o líder do grupo com a entidade no corpo começa a levitar. Nesse momento Xavier segura nos pés do líder e os demais o ajudam. Eis que o líder e todos caem ao chão. O possuído começa a se debater e grita por socorro. Parecia ter voltado ao normal. Ninguém mais estava lá para ajudá-los. Parecia ser o fim de todos.
O líder começa a levantar e com isso um odor muito forte o cerca como uma áurea que se tornou visível diante de todos. O clima estava tenso. De repente os braços do líder se transformam em duas lâminas e ele ataca os seus amigos. A primeira a morrer foi a Jean.
― Caramba, mais uma pessoa do X men! ― Fala a minha pessoa com sarcasmo.
Carlos me olha e diz:
 ― Daqui a pouco você não rirá mais. ― E voltou ao conto.
― Quando ele a acertou, Wilson, o mais tagarela, disse:
― Cara, ele parece o homem que aparece no filme dos X men! Aquele que futuramente seria chamado de Deadpool.
 E assim o líder correu na direção do Wilson, mas Wilson não estava de mãos vazias. Acertou o amigo com um tiro no ombro. De uma maneira estranha ele conseguiu se regenerar e tirou a vida de Wilson; cortou a cabeça do tagarela, arrancou-lhe a língua e a engoliu. Um por vez estava por morrer, entretanto, o mais jovem, Xavier, começou a leitura de uma bíblia, em latim.
O líder se ajoelhou e começou a se contorcer. Foi então que Rafael pegou sua catana e cortou a cabeça do amigo. Todos pensavam que ali seria o fim. De repente surge um cara misterioso, aquele que estava na caminhonete, e diz que não era o fim. Segundo a lenda um sobrevivente deveria oferecer uma parte do corpo e ser queimado junto com o corpo do possuído. Xavier ofereceu o dedo mindinho, Rafael ofereceu-lhe um dedo do pé. Feito isso, todos conseguiram notar uma presença saindo do corpo do amigo e dessa forma a sua alma poderia descansar em paz.
FIM
 Ao término do conto penso comigo mesmo, cara isso não teve a menor emoção, visto que não estou com medo. Segundos após o meu pensamento um de nossos amigos, Michael, decide buscar mais madeira para que a fogueira não apagasse. Voltou correndo, aos gritos, afirmando ter visto algo estranho. Já sabemos como vai terminar...

sábado, 5 de março de 2016

Fate- It is a matter of opportunity

Jackson Andrade

Fate- It is a matter of opportunity

It was a normal day and everybody was quiet, but I was not. Something bad happened in my life and I will explain. I was dancing at the club, when I saw a pretty woman. She is tall, she has long hair, a pretty smile, green eyes and she is very beautiful. I was afraid to get close, but I was on my way to get close her. I took a drink and after that I was a little bit drunk, I do not know how, but I was feeling brave to get close and I did. I said to her
-Hi! My name is James, and you?
-Hello! I’m Gil.
-So, What do you think about the party?
- It is cool, and you?
- I started to like because of I met you. What about you?
She smiled and said that same about me. After that, we started to dance and we were so fuck happy, but I guy get close of us and he said:
-I wanna dance with you, girl!
-Look! I’m dancin’ with him.
-But I wanna now!
I did not know what to do. I said to the guy:
-Guy is better you go away, because I am with her and we will be together all the party.
The guy left we dancing and after fifteen minutes he comes back and give me a kick on my back, so we started to fight and everybody was afraid because of he took a knife and I took a chair. Gil was scared, she started to scream and the security guard comes and take us apart. The guy ran away and I started to talk with Gil. I asked to her if she knows that person. She said:
-His name is Mike. He was my boyfriend one month ago. We broke up because of he was not a person that I was thinking.
- I know.
- But we are just friend. I mean we used to be friend.
-Ok.
We left the club and we were to way to take my car, when I realized that Mike was behind of us. I said to her:
-Go and find someone to help us, or call to the police.
She did what I said to her. When I turned round, he took the knife and put in my chest. It was so fast and after that I was on the ground. I was ready to die. I was feeling that it is my time. I am not so young, but I am not so old to die because of a jealous person. When he realized that I was ready to die he goes away to find Gil, but she was clever and she was in a safety place. Gil realized that the place was clean and she comes back to help me. She called to emergency, after fifteen minutes they were there to help me. I was on way to hospital, when we arrived there, I was sleeping because of the knife, I lost a lot of blood. I felt my soul go out of my body, and I saw Gil hold my hand. She was praying to Lord save my life, and she said:
-If you survive, I wanna you to rest of my life.
She started to cry and I was crying too. After three days, I woke up and I saw Gil next to me. I asked to her:
-I wanna you to rest of my life! and you?
-So do I.
After a year together, we got marry and we had two children, Mathew and Mary.





terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Busca por justiça

***Jackson Andrade***


Busca por justiça


Muitos caminhos podem fazer com que seja possível escolher a melhor ou a pior escolha, mas basta apenas uma iniciativa. Estava eu no caminho para casa, depois de uma balada com uns amigos, despedida de solteiro, quando avistei um carro que aparentemente encontrava-se além da velocidade permitida.  Era um carro vermelho, acredito ser um gol, vi algo familiar no carro, entretanto, pela velocidade não deu para saber quem o conduzia. Entre três e quatro horas depois do ocorrido recebo uma ligação que foi encontrado um carro capotado e que no qual era o meu. Lembro ter deixado no estacionamento.
Minutos depois da primeira ligação aparecem vários policiais na minha casa que anunciavam minha prisão. Eles falavam:
- O senhor é Carlos Hermínio do Nascimento?
-Sim, sou eu mesmo. Qual é o problema?
- O senhor foi visto num carro vermelho dirigindo a mais do limite permitido e ocasionou um acidente. Pessoas relataram que o senhor se evadiu do local. Agora o senhor vai pagar pelo o que fez!
- Mas senhor eu não fiz nada!
- É incrível como sempre vocês dizem isso! hahahaha!
- Mas sou inocente!
- Agora vai ter que provar, porém estará preso!
Naquele momento duvidava até da minha palavra, pois conforme ele falava parecia que tivera cometido tamanha confusão. Ao chegar na delegacia repórteres estavam à minha espera e haviam pessoas querendo me bater, entretanto os policiais faziam a minha escolta. Relatei para o delegado que tudo passava de um engano e que na noite do ocorrido estava na festa com uns amigos. Porém recordo que tomei uma bebida e depois daquele momento não estava me sentido bem. Então nesse momento resolvi buscar o carro. Porém, quando cheguei no estacionamento o carro não se encontrava.
Nesse momento pensei comigo mesmo: - Caramba então foi isso que aconteceu, agora tudo faz sentido. Por isso que achei o carro familiar.
Depois do relatório o delegado disse que tinha direito a um advogado e que eu teria que ficar até o outro dia ali mesmo, preso. Mas eu não poderia ficar preso pois seria a primeira vez que estaria sendo privado da minha liberdade. Entretanto não foi o que aconteceu pois o delegado proferiu as seguintes palavras:
- O senhor tem várias passagens por furto de carro, assaltos e a lista é bem extensa.
- Mas como pode ser uma coisa dessas!? Sou uma pessoa de bem! Jamais seria capaz de tal situação!
-Filho, segundo sua ficha você realmente vai dormir aqui no xadrez.
Entrei em contato imediatamente para com o meu advogado, que não demorou achegar. Com isso, ainda não foi possível me tirar daquela maldita delegacia. Passei dois meses privado de minha liberdade, além de pagar três salários mínimos para a pessoa que sofreu o acidente até que se recupere e possa voltar as suas atividades rotineiras. Depois de tudo fui falar com os amigos que tinham saído comigo para a bendita festa, perguntei se eles sabiam ou notaram alguma pessoa suspeita ou coisa parecida.
Um amigo falou: - Carlos lembro que você teve um pequeno desentendimento com um cara, só que não deu para o ver direito quem era a pessoa, pois foi no momento que você tivera saído para buscar uma cerveja.
-Obrigado pela informação, porém não me recordo a fisionomia, pois estava muito bêbado.
- Lembro que você disse que tinha visto alguém familiar.
- pois é cara, não me recordo.
Tinha um objetivo que era buscar minha dignidade, pois para todos não era a pessoa que costumava ser. Lembro-me de que quando criança tinha um amigo de infância que se parecia muito comigo, todos falavam que erarmos irmãos e não sabíamos. Entretanto, ele morava numa outra cidade, mas isso, não era problema pois eu só não poderia sair do país, devido comparecer no foro para a audiência.
Estava na busca desse amigo que por sua vez seu nome é Gustavo e sabia que não era uma tarefa fácil de encontra-lo, mas não era impossível. Segundo fontes populares o Guga, assim o chamava, trabalhava como entregador de pizza. Um fato me fez pensar é que quando criança, nós brigamos por conta de uma garota, Maria Clara, e que essa garota hoje é minha mulher e temos três filhos, Carmem, Maria Beatriz e Carlos Júnior. Depois do desentendimento nunca mais nos falamos. Depois de vinte anos seria a primeira vez que voltaríamos a nos falar. Depois de duas horas a procura, um entregador de pizza que por sua vez também era amigo do Guga, me forneceu o endereço, só que ele me falou que o Gustavo estava viajando e já fazia um tempo.
Depois de tanta busca que se diga por passagem em vão, volto para a minha cidade com o pensamento que estou no caminho certo. Eis que decido criar um perfil falso no facebook e com isso tentar entrar em contato com ele. Não deu outra, ele aceitou de imediato. Comecei a saber os caminhos dele através das suas postagens. E também conversávamos bastantes, visto que o perfil que criei era feminino e com isso, ele não desconfiaria de nada. Marcamos de ter um encontro, de imediato paguei para uma mulher falar que eu não poderia aparecer e com isso tentar seduzi-lo. Como sabia que ele é mulherengo não deu outra, cinco minutos de conversa e ela já o tinha o espertalhão nas mãos. Ela seguiu com o plano e todas as informações ela iria passar pra mim.
No outro dia a mulher me entregou um bilhete com todas as informações que tivera obtido, pronto com isso poderia ter um encontro com ele e saber se realmente ele tinha me prejudicado ou não. Só será uma questão de tempo para que Gustavo encarasse a minha cólera.
-Caros amigos, hoje será o dia que mostrarei para o mundo o quanto as pessoas podem ser injustiçadas e podem dar a volta por cima!
Era assim que pensava quando toda a verdade estivesse perto de vir à tona. Todos saberiam que fui condenado por algo que não tivesse cometido. Agora só me restava marcar o dia do reencontro.
Ativei o bate papo e lá se encontrava Guga. Marcamos de nos encontrarmos e quando ele não viu a galega de olhos verdes, cabelos longos e boca carnuda, ele meio que se acusava por sua atitude de espanto.  
- Alguma problema velho amigo?
- Não, apenas surpreso!
- Pareceu que viu um fantasma!
Naquele momento é como se desse para ver o medo diante dos seus olhos. Queria a priori “voar” no pescoço e fazer com que ele implorasse o meu perdão e também se humilhasse para poder viver. Começamos a conversar como se nada tivesse acontecido.
-E ai velho amigo? Tudo bom? Perguntava Guga com um tom sarcástico,
- Estou bem. Só que paguei “cana” por algo que não fiz!
- O que foi que houve?
- Não se faça de desentendido! Agora me lembro que o cara que me encontrei na festa era você seu vagabundo! Como teve coragem de fazer uma coisa dessa comigo! Me dopou para fazer isso! Com que motivos? Qual o propósito?
- Sabe muito bem. Sempre fui apaixonado por Maria Clara. Esses seus três filhos eram para ser meus! Você sabia que eu era louco por ela e mesmo assim fez isso comigo!
- Cara, na boa, você sempre olhava para as amigas dela. Foi então quando falei que ela se destacava diante das outras. Acho que você cresceu os olhos para com ela!
Parecem bobagem mas as coisas sempre são assim quando a pessoa se encanta por algo ou alguém as pessoas colocam o “olho gordo” na felicidade do outro. Depois que falei ele meio que baixou a cabeça e percebi que seus olhos estavam escuros. Foi quando ele levantou a cabeça e partiu para cima de mim. Acertou dois golpes certeiros um na boca e outro na barriga. Imediatamente eu já me encontrava no chão com a boca cheio de sangue.
- Você é fraco! Ela merece uma cara como eu, que pode defende-la!
- Não é assim que a “banda toca”! Você vai aprender a aceitar que ela me escolheu para ser feliz!
Parti com tudo para cima, acertei três chutes no rosto e um soco na barriga. Depois disso acertei outros golpes e a raiva já me consumia, com isso ele já se encontrava todo ensanguentado e ele já não tinha forças para reagir. Foi quando vi uma pedra e a levantei para o finalizar. Foi ai que eu ouvi um grito.
- Pare amor não faça isso. Não acabe com sua vida!
No momento que ouvi quase que não parei, mas se eu o finalizasse jamais iria me perdoar e com isso soltei a pedra e me virei para abraçar a minha amada. Foi nesse momento que Guga pega pedra e me dar um golpe certeiro pelas costas. Quando estou caindo lentamente é como se um filme passasse na minha mente. Maria clara grita toda agoniada e se sentindo culpada por ter sido golpeado, ela pega seu tamanco e o golpeia acertando um de seus olhos e com isso fura lhe um dos olhos e o deixa cego.
- Acertei só um olho para você ver que Carlos e eu seremos muitos felizes!
No momento que Clara, termina de proferir as palavras chega uma viatura da polícia e aprende o Gustavo e com isso a minha dignidade é devolvida pelo fato que eu estava com um gravador e com isso pude provar que tudo passava de uma conspiração de um invejoso que queria ter a vida que eu tenho. E também ele relata que tinha feito documentos falsos para poder me incriminar e com isso poder me afastar de Clara. Segundo ele, fez tudo por amor.
Na vida real podemos até sermos acusados de crimes e com isso deveremos buscar se defender diante da justiça, e não querer fazer justiça. De fato, é comum sermos acusados de um crime que muitas vezes não somos responsáveis por determinadas ações criminais.