quinta-feira, 24 de março de 2016

Presságio

                                          Jackson Andrade

Presságio

Era uma noite tranquila e estávamos em volta da fogueira. Todos estavam rindo, e Carlos decide contar histórias de terror. Por medo, tentei contar piadas, mas me ignoraram e pediram para Carlos começar sua história. Assim ele começou;
― Em uma floresta, como esta, existia um grupo de amigos que sempre estavam em busca de aventuras. Todos brincavam, na maior folia, quando de repente, escutam um barulho de galhos estralando. O roído se aproximava. Todos se apavoraram e correram para o trailer. Minutos depois surge, por entre as folhas, um gambá, e todos começam a rir. Após esse episódio eles sentem um cheiro mais forte que o gambá. O grupo decide então seguir o odor. Mas antes, eles se dirigiram até os carros e pegaram algumas armas, alguns eram filhos de militares. Eles se movimentavam cautelosamente. Chegaram à fonte de todo mau cheiro e se deparam com uma caminhoneta repleta de restos de animais. De repente surge um homem carregando uma pá e uma espingarda. Foi aí que pensaram; é um caçador.  Decidiram voltar para o acampamento. Porém um deles entendeu que aquele homem era suspeito.
No momento em que Carlos explicava eu decidi atrapalhar.
― Galera, vocês estão sentindo esse cheiro?
Ninguém deu atenção às minhas palavras e Carlos continuou.
― Onde parei? ― Disse ele. Já sei...Um dos integrantes decidiu voltar para averiguar o que realmente aquele cara fazia. Ao chegar ao local, viu que o homem já havia ido embora. Mas ele não se conformou e foi buscar detalhes mais apurados. Ele viu um colar aparentando ser de mulher. Andou mais um pouco, e na frente viu um braço. Mais adiante uma perna. Naquele momento o rapaz ficou espantado e saiu correndo de encontro aos amigos. Apavorado não conseguia explicar a situação. Por fim consegue.
O líder do grupo tentou ligar para seu pai, que era militar, porém não obteve êxito. O celular estava sem sinal. Todos decidiram voltar ao local para tentar falar com o homem da caminhonete. Chegando lá, eles começam a sentir arrepios e presenças sobrenaturais. No chão se encontrava desenhos bizarros e palavras em latim. Sem dúvidas ali foi palco de um ritual. O líder do grupo, ao tocar nos objetos usados para o ritual, começa se debater. Todos tentam ajudar, mas não tinha jeito, seus olhos se reviravam. Sua voz passou de aguda à grave repentinamente. Ele falava coisas em latim. Xavier, mais novo do grupo, entendia um pouco de latim e traduziu.
― Vocês não escaparão das minhas garras!
Todos começaram a gritar e a rezar. A entidade falava vários outros idiomas para tentar atrapalhar as orações. Scott, que era religioso, foi atingido pelas palavras.
Quando ele fala o nome de Scott, eu começo a rir e digo:
― Não vai me dizer que os X men estão com medo de uma entidade!?
Carlos me olha com ódio na face e diz:
― Por favor, não atrapalha!
Tenta retomar.
― Com o uivo do lobo, o líder do grupo com a entidade no corpo começa a levitar. Nesse momento Xavier segura nos pés do líder e os demais o ajudam. Eis que o líder e todos caem ao chão. O possuído começa a se debater e grita por socorro. Parecia ter voltado ao normal. Ninguém mais estava lá para ajudá-los. Parecia ser o fim de todos.
O líder começa a levantar e com isso um odor muito forte o cerca como uma áurea que se tornou visível diante de todos. O clima estava tenso. De repente os braços do líder se transformam em duas lâminas e ele ataca os seus amigos. A primeira a morrer foi a Jean.
― Caramba, mais uma pessoa do X men! ― Fala a minha pessoa com sarcasmo.
Carlos me olha e diz:
 ― Daqui a pouco você não rirá mais. ― E voltou ao conto.
― Quando ele a acertou, Wilson, o mais tagarela, disse:
― Cara, ele parece o homem que aparece no filme dos X men! Aquele que futuramente seria chamado de Deadpool.
 E assim o líder correu na direção do Wilson, mas Wilson não estava de mãos vazias. Acertou o amigo com um tiro no ombro. De uma maneira estranha ele conseguiu se regenerar e tirou a vida de Wilson; cortou a cabeça do tagarela, arrancou-lhe a língua e a engoliu. Um por vez estava por morrer, entretanto, o mais jovem, Xavier, começou a leitura de uma bíblia, em latim.
O líder se ajoelhou e começou a se contorcer. Foi então que Rafael pegou sua catana e cortou a cabeça do amigo. Todos pensavam que ali seria o fim. De repente surge um cara misterioso, aquele que estava na caminhonete, e diz que não era o fim. Segundo a lenda um sobrevivente deveria oferecer uma parte do corpo e ser queimado junto com o corpo do possuído. Xavier ofereceu o dedo mindinho, Rafael ofereceu-lhe um dedo do pé. Feito isso, todos conseguiram notar uma presença saindo do corpo do amigo e dessa forma a sua alma poderia descansar em paz.
FIM
 Ao término do conto penso comigo mesmo, cara isso não teve a menor emoção, visto que não estou com medo. Segundos após o meu pensamento um de nossos amigos, Michael, decide buscar mais madeira para que a fogueira não apagasse. Voltou correndo, aos gritos, afirmando ter visto algo estranho. Já sabemos como vai terminar...

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